quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sergio Antonio Meneghetti

Era Apenas Sonho
 .
Certa noite acordei assustado
Porem era apenas um sonho
Vi o mundo modificado
Vi na face; um povo tristonho
 .
Existia um sentimento chamado maldade
Outro tinha nome de egoísmo
Mais além, semelhante a este, perversidade
E no coração reinava o ceticismo
 .
Existia também alegria
E em momentos; felicidade
O mundo se dividia
Em altruísmo e banalidade
 .
Não entendia como isto podia ser
Todos filhos do mesmo Criador
Tinha o bem estar e o sofrer
Vivendo juntos; o amor e o rancor
 .
Neste sonho vi irmãos lutando
E não entedia o porquê
Poderiam estar felizes e cantando
Agradecendo a noite; e o amanhecer
 .
A falta do necessário batia na porta
Do outro lado riqueza e fartura
Talvez seja ficção! Que importa?
Mas ali a vida parecia dura
 .
Sonhava que neste globo abençoado
De alguma forma era tudo diferente
Talvez porque no passado o amor fora crucificado
E herdaram estas dores neste presente
 .
Puxa! Ainda bem que foi sonho
Se fosse assim o mundo não seria bom
Quase perdi uma noite de sono
Mas; isto não existe neste chão
 .
Foi uma boa escolha seguir o Cristo
Acompanhando seus ensinamentos e praticado
Por este motivo vivo, existo
E somente o bem está ao meu lado
. 
Como amo esta terra de bem aventurança
Onde o carma é só uma lenda
Somos sempre alegres feito crianças
E o amor e a solidariedade sempre foi nosso lema.
 .
Espero jamais ter outro sonho terrível
Tenho sempre que amar para não cair
Com trabalho e caridade tudo é possível
Afinal! Não é este o sentido de existir?
 .
                                                         Sergio Antonio Meneghetti                        24/11/2010                                                                      

Embaixador Universal da Paz  - França - Genebra - Suiça -
Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix
 

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Age, Agora! - Delasnieve Daspet









.
 
Age, Agora!
      Delasnieve Daspet – 19-10-06
 .

Age, agora!
Tua ação pode ser o raiar as claras da alvorada,
Tua omissão será como o escurecer da
Misteriosa tristeza de uma noite sem estrelas...
 .
Age, agora!
Teu agir será como uma sinfonia dos ventos nordestes,
E não o soluço das brisas sem alento!
 .
Age, agora!
Teu grito de alerta acordará os adormecidos,
Que sentirão o mesmo medo e dirão:
Pobre Terra, Pobre Humano!
 .
Age, agora!
Pois a paz se realiza na caridade,
Ela se firma na bondade,
Ela leva em si a esperança
Que tanto nos falta!
 .
Age, agora!
A indiferença e o desamor matam!
Se tens a Paz,
Não sonhes com o amanhã,
Age, agora!

sábado, 23 de outubro de 2010

Sergio Antonio Meneghetti


Liberdade da Consciência



A Paz na sua pureza é a real conquista da alma, é a liberdade dos conceitos e preconceitos estabelecidos pelo homem.

A liberdade da consciência não despreza a Divindade e também não exclui a matéria desvendada pelo labor da ciência, ambas são a mesma essência, nada neste universo visível e invisível está separado. Nós ainda pelo desconhecimento não sabemos fazer o sábio elo.

Quando estamos presos ao desconhecido, ou quando não questionamos os por quês, seremos escravos da ignorância e esta nos alimentará no erro.

Nós nos iludimos, guerreamos, maltratamos, isolamos, negligenciamos, criticamos e tantos outros “amos” negativos pelo simples fato de ter falta de conhecimento da mecânica da vida.

A liberdade da consciência nos leva a enxergar nossa real condição como seres humanos, e neste momento percebemos que muito dos nossos valores começam a perder sentido.
Quando a consciência está livre e aberta podemos crescer interiormente no palco terrestre e nos lançar no caminho que leva o ser errante para o anjo bom.

Filosofia ou sonho?
Realidade a ser percorrida.

Entrego ao Amigo (a) aquilo que realmente possuo e que posso repartir; “O Conhecimento”.


“Não há quem não possa colaborar com sua parte na melhora do mundo”

“Se a moral humana fosse evoluída como a ciência, as guerras seriam apenas fatos históricos”.

“A maior independência está na consciência”

“A pior morte é a morte da esperança”


Sergio Antonio Meneghetti
                                                                   Embaixador Universal da Paz  - França - Genebra - Suiça - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Aos humanos

Aos humanos
(menção honrosa na categoria Cartas - 1ª edição do Concurso Literário Guemanisse de Crônicas, Cartas e Trovas/RJ 2010)
  
Prezados co-habitantes

Fui encarregada por meus semelhantes e afins para escrever esta carta. Tarefa difícil, acreditem, pois embora conheça a questão de todos os envolvidos e seja igualmente afetada pelos mesmos problemas, tive que deixar de lado minhas próprias emoções para tentar, da forma mais isenta possível, expor os fatos.
Somos todos habitantes do mesmo planeta e tudo indica que fomos aqui colocados com os mesmos propósitos, cada um com sua função definida, mas interdependentes, como engrenagens de uma grande e formidável máquina.
Para alguns, foi concedido o dom da expressão, falada ou escrita, através do que, ao longo dos tempos, se tornaram os dominantes. Uns mais outros menos, em muitos momentos, dominando-se mutuamente.
Para outros, no entanto, aparentemente inexpressivos, restou a dominação. Eu faço parte deste grupo.
Personagens passivos de uma história que se desenrola há milênios, temos carregado o pesado fardo da nossa situação de pacientes. Muitos de nós frágeis, impotentes, senhores apenas em seu habitat, manietados pelo progresso, cedemos palmo a palmo nosso território nem sempre voluntariamente.
Eis que, o que víamos através da mídia, hoje, bate à nossa porta. Nosso espaço decantado como paradisíaco, vem rapidamente tornando-se inóspito, e parafraseando o poeta, em breve “já não poderemos fazer mais nada”.
Esperamos por muito tempo os que vestiam nossas cores fazer por nós. Eles tentam, é verdade, mas são em pequeno número e parecem a cada dia engrossar conosco a falange de dominados.
Assim, decidimos nos unir. Somos um bando de desesperados que, sem ter o que perder, parte para sua autodefesa, e talvez, das gerações futuras. Por incrível que pareça, o êxito de nossa luta, trará o bem para aqueles que atentam contra nós. Mesmo assim, estamos decididos a não abrir mão.
Não sofreremos mais solitários. Não mais permitiremos que nossos membros amputados caiam onde determinarem. Num derradeiro esforço, lançaremos partes de nós sobre nossos algozes, e num último ato, a nós mesmos sobre suas moradas, seus bens, seus entes queridos. Parece justo, afinal, se aqui realmente fomos colocados com o mesmo propósito, será uma vida por outra.
É uma luta desigual, bem sabemos, pois estamos desarmados. Mas, se preciso for, tiraremos da própria terra a munição, do ar o alimento e do sol, a energia que nos moverá.
Esta carta, mais que um desabafo, é um aviso. Uma ameaça, por que não?
Nossa luta é digna e válida, pois no fim de tudo, lutamos pela sobrevivência da raça humana que, sem nós, a cada ano abrevia seus próprios dias.

Atenciosamente,

Árvore


MARIA LUIZA FALCÃORepresentante da APPERJ em Belo Horizonte

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Realidade - Delasnieve Daspet

 
 
Realidade
 Delasnieve Daspet
             07/07/06 - Campo Grande-MS
  
 
Começo a rever conceitos.
As verdades absolutas desmoronam
muito mais rápido que o parâmetro...
Adernam como nau sem rumo!
 
Rever conceitos. Conceitos de julgamento.
Coloco minhas verdades, as verdades do mundo
Na tela do microscópio...
O normal, o anormal, o que é o certo?
Revejo, buscando superar etapas perdidas...
Das posições a serem tomadas
depende o porvir!
.
Transfiguro a realidade!
Mas... o que é real?
O que é verdadeiro?
Onde é o começo, o meio e o fim ?
.
O que é real?
A servidão humana? A impotência do bem  e do bom
sujeito a valores , onde o pior,
substitui o melhor de si?!
.
O que é real, diga-me?!
Será factível quebrar elos dos grilhões
que nos impomos?
.
O que é real - pergunto?!
É a  barriga que dói  - na fome?
É a garganta amarga dos ódios contidos?
Ou o  sangue que ferve de injustiças?
Ou este frio que sinto, na plenitude da vida?
.
Realidade de quem nada tem, nem a
oportunidade da escolha,
de não poder entregar-se a força de suas paixões,
mas, pautar-se, nas sobras...
.
Isso convém - a quem?
Isso é real?