sexta-feira, 14 de junho de 2013

LA MARQUE DU PÉCHÉ por Delasnieve Daspet

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LA MARQUE DU PÉCHÉ
Delasnieve Daspet
Tradução de Athanase Vantchev de Thracy .Tous nous naissons marqués par le péché.
Quelles que soient notre couleur et notre classe
Nous portons au front cette tare originelle.

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Ainsi marqués,
Nous vivons et nous nous nous installons
Dans l'ignorance.

Notre monde intime tourne presque
Toujours autour de nous.

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Nous vivons sur un tapis roulant.
Et dans ce monde de concurrence
Nous écrasons quiconque croise notre chemin.

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Sachons-le : plus grande est notre connaissance,
Plus grande est notre responsabilité.
Plus nous possédons,
Plus nous devons nous engager
Auprès de ceux
Qui n’ont rien.
Plus nous parvenons au sommet,
Plus nous avons de devoirs envers
Nos semblables.

Rester dans l’anonymat,
C’est la règle de celui qui sert.
Nous nous souvenons de toutes les célébrités,
Mais jamais des vrais bâtisseurs.
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Qui veut être grand
Doit apprendre à servir,
Être la rédemption pour la multitude !

 

A Marca de Pecado - por Delasnieve Daspet

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A Marca do Pecado.
 
Delasnieve Daspet
 
Nascemos todos com a marca do pecado.
Pessoas de todas as cores e classes
Trazemos na fronte o  defeito original.
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Assim marcados,
Voltamos e nos acomodamos
Na ignorância.
O nosso mundo gira quase
Sempre em volta de nós.
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Vivemos numa roda viva.
Num mundo de competições
Pisando quem atravessa nosso caminho.
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Sabendo que quando maior o conhecimento
Maior a responsabilidade.
Que quando mais se tem
Mais nos comprometemos
Com quem não tem!
Quando mais alto chegamos
Mais devemos aos nossos semelhantes.
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Permanecer no anonimato
É regra de quem serve.
Lembramos de todas as celebridades
Nunca de quem constrói.
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Quem quiser ser grande
Deve tornar-se  servo,
Servir de resgate em favor de muitos!
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Delasnieve Daspet
19-08-2002
Campo Grande MS

sábado, 8 de junho de 2013

Sou terra - poema d Delasnieve Daspet

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Sou Terra
Delasnieve Daspet
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Sou terra.
Nasci na terra.
Vivo da terra.
Dela me alimento, me visto, sacio minha sede.
E para ela voltarei no final de meus dias.
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Pertenço a terra-mãe, fecunda e generosa
Embelezada de flores e odores,
Morta dia a dia com insesatez
Dos homens.
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Sou da terra-mãe ensaguentada,
Dividida e matratada
Que ainda garante vida para todos.
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Vamos viver em harmonia
Com o universo;
Ousar a plenitude da vida,
Sermos felizes.
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Vou me encolher,
Me enterrar,
No coração da terra,
Criar raízes,
Germinar a Paz!
D.D_ março 2002 - Campo Grande - MS

segunda-feira, 27 de maio de 2013

International Peace Conference in Bareilly

 International Peace Conference in Bareilly
Dr. Asif Bareilvi - D.Litt -Founder/President-International Intellectual Peace Academy - India


Panorâmica da conferencia  in Bareilly



Delasnieve Daspet
International Intellectual Peace Academy - Brasil

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Aninha Caligiuri

CERCLE UNIVERSEL DES AMBASSADEURS DE LA PAIX
(France & Genève – Suisse)
Presidente: Mme. Gabrielle Simond

ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL “POETAS DEL MUNDO”
(CAMPO GRANDE - MS
Presidente: Delasnieve Daspet - Embaixadora da Paz e Poeta

PROJETO “ACONCHEGO”

O Cercle Universel Des Ambassadeurs de La Paix, pelo qual sou Embaixadora da Paz e a Associação Internacional “Poetas del Mundo”, pela qual sou consulesa para a Zona Central de Maringá, com seus olhares ao longe visando intensificar o servir ao Planeta Terra como um todo e entendendo a necessidade de cooperar, para minimizar lacunas existentes na área de cuidados aos idosos e, pretendendo lançar sementes frutificadoras, para que cada vez mais se possa treinar voluntários a fim de que estejam aptos, pois a cada dia que passa a velhice desassistida de milhares chega já a estágios desalentadores.
“Segundo a Organização Mundial de Saúde, a Terceira Idade é considerada a partir dos 60 anos. A Legislação Brasileira adotou a mesma orientação.
Consoante a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil será, até o ano 2025, o sexto país mais envelhecido do mundo, com uma população projetada, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 219.346.505 habitantes, dos quais 30.265.658 habitantes, estarão na faixa etária acima de 60 anos, situando-se à frente das Filipinas e México”.
Como Embaixadora da Paz, pelo Cercle Universel Des Ambassadeurs de La Paix e consulesa para a Zona Central de Maringá, pela Associação Internacional “Poetas del Mundo”, passo a adotar o Programa de Treinamento para Cuidadores de Idosos (gratuito para voluntários), com humanismo, poesia e paz.
O Programa é das Autoras: Lorena Melchiori Lotti, gerontóloga de formação pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduanda em Gestão de Pessoas e Projetos Sociais pela Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI). Tem experiência na formação de cuidadores de pessoas idosas e orientação de cuidadores no domicílio.
E Cynthia de Castro Miranda, fisioterapeuta (CREFITO 123900F), pós graduada em Gerontologia pela Universidade Federal de Alfenas. Mestranda em Saúde Coletiva pela Universidade de São Paulo (USP). Tem experiência em cuidados com idosos e formação de seus cuidadores.
Almeja-se um grande êxito nessa tarefa sublime de servir, de dar as mãos na caridade pura, abraçando essa nobre causa.
Esse treinamento é ofertado para ajuda e melhoramento em todos os níveis na área de cuidados com os idosos.
As pessoas que nos contatarem receberão todas as informações e capacitações necessárias, para suas futuras atuações a contento, deparando-se com o que há de mais atual nessa área.
Há a necessidade de modificar-se o panorama que está implantado. Por isso, vem nessa hora um arejar, refrigerar, ventilar motivando. E que se possa conseguir as transformações necessárias e que sejam abraçadas as tarefas de servir com humanismo, poesia e paz, para dar novo vigor e novo frescor e um horizonte luminoso surja para colorir o cenário!

Aninha Caligiuri
Embaixadora da Paz
           aninhacaligiuri@gmail.com

Fone: (44) 3026-3548    Cel. (44) 9959-5002

        

Lucy A. C. Tavernezi

Lucy A. C. Tavernezi
Queridos amigos,

A vida é tão rica e cheia de presentes maravilhosos que não podemos deixar em momento algum de construir a paz. Se avaliarmos como o nosso tempo é ligeiro, perceberemos que tudo muda num piscar de olhos. Estar em paz consigo mesmo e com as pessoas com as quais nos relacionamos nos dá tranquilidade para superarmos desafios. Quando estamos magoados e nos afastamos das pessoas criamos uma atmosfera de dor e tristeza, isso nos enfraquece por conta da frequência ruim em que passamos a transitar. Por pior que tenha sido o motivo da discórdia devemos fazer o possível para resolvermos esse mal estar. Não sabemos se teremos outra oportunidade de ficarmos em paz com essa pessoa. Não há nada pior do que sentir remorso por não ter estendido a mão e buscado a reconciliação enquanto estavam no mesmo caminho.

O dever da paz cabe a cada um de nós e esse dever começa em nossos lares. Quando aprendemos e vivenciamos a paz em família conseguimos levá-la para a sociedade e com nossos exemplos influenciamos outras pessoas. Mesmo que pareça ser um trabalho de formiguinhas ele é essencial para a construção da paz no planeta. A paz começa dentro de nós e só conseguiremos mantê-la através da nossa autodisciplina com relação aos sentimentos, pensamentos e palavras. Que possamos ter força e coragem de nos mantermos em equilíbrio constante para cumprirmos o dever da paz.

Um abraço carinhoso,

Lucy A. C. Tavernezi

quinta-feira, 18 de abril de 2013

NÃO PODEMOS DEIXAR MORRER A INDIGNAÇÃO! - "Co ivi oguereco iara" - ESTA TERRA TEM DONO! poesia de Delasnieve Daspet

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19 de abril - DIA DO BRASILEIRO - DIA DO ÍNDIO
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.TRIBUTO A NÍSIO GOMES - CACIQUE GUARANI-KAIOWÁ assassinado em 18 de novembro/2011
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"Co ivi oguereco iara"  -
ESTA TERRA TEM DONO!
Delasnieve Daspet
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É, verdade,
"Co ivi oguereco iara" !
Esta terra tem dono, senhores!
Quando chegaram já estávamos aqui
Praticavamos uma sociedade de iguais,
Propriedade coletiva, cuidando dos  velhos e crianças;
A terra, trabalho de um povo feliz!
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O povo Guarani  é  o símbolo das ruínas vivas,
Gente excluída, pobres, esquecidas, desprezadas,
Que teimam em buscar seu lugar ao sol;
Teimam de buscar suas terras usurpadas;
Teimam pelo reconhecimento de que são seres humanos;
Buscam um emprego digno, uma velhice  decente, infância respeitada,
Teimam em ter a dignidade reconhecida.
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É uma chaga, uma cicatriz antiga, que não foi  curada!
A lança portuguesa e a pistola espanhola e o branco,
herdeiros dos conquistadores,
Interromperam o crescimento deste povo
Que hoje vive em favelas, nos campos, nas fazendas, nas matas, nas cadeias,
Nas ruas, embaixo das pontes, vilas, barracas de lona pretas,
Nas beiras dos rios e estradas.
Onde havia paz, viceja o latifundio;
No lugar da felicidade , escravidão e  exploração;
A fome e  miséira em vez de pão;
No lugar da dignidade a humilhação de mendigar favores
Para sobreviver.
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Sobre os destroços dos guaranis plantaram-se sesmarias,
E  grandes lavouras,
Que fizeram  crescer a injustiça,
A desigualdade, as dores e as mortes...
Valor que impera até hoje!
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Há duzentos e cinquenta anos começaram as mortes,
Primeiro foi o  guarani-missioneiro Sepé Tiaraju...
Tantos outros ficaram pelo caminho,
Aqui em Mato Grosso do Sul lembramos
Marçal de Souza - Tupa-I, Ortiz Lopes, 
Xurete Lopes, os professores Rolindo e Jenivaldo,
e agora o Nísio Gomes Kaiowa  Guarani!
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Pachamama esta encharcada com o sangue dos Guaranis.
Mataram um lutador sorridente, mas não mataram o ideal, a luta,
O espirito de tantos lideres Guaranis continuam vagando pela América,
Com o corpo, as vezes, cambaleante, mas com olhar  firme e fixo,
Enxergando no horizonte a terra sem males,
Onde poderao manifestar  a sua identidade e a sua cultura.
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Que o grito de Nisio Gomes ecoe junto ao coro de outros tantos  guerreiros:
"Vocês não deixem esse lugar.
Cuidem com coragem essa terra.
 Essa terra é nossa.
Ninguém vai tirar vocês...
Cuidem bem de minha neta e de todas as crianças.
 Essa terra deixo na tua mão (Valmir). Guaiviry já é terra indígena”
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"Co ivi oguereco iara"
Assim falou nhanderu Nísio Gomes, agora,
 vento que anda pelas trilhas deixadas pela ausencia...
DD_Campo Grande-MS, 19 de novembro de 2011
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( EM GUARANI - TRADUÇÃO PELO CÔNSUL DO PARAGUAI EM CORUMBÁ-MS )
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Teta Guarani, yvy ape ­ari  yvyporaro  opytava,
 mboriahupe, ñemboykepe, tesaraipe  
Há mamove ndojuhuiva  pytu u, terá  py aguapy.
Hi ante  otopajevy
pe  yvy  ojepe a   vaekue chugui
toje e mandu aharupi  yvypora  há avei,
 mba  apo reka oikova, ikatuara nipo ku itujakuevo opytu umi       
     ha ipy a guapy 
há mitanguerape katu, iñe ame ojerure
tojehecharamo háto ñemomaitei....
Teta Guarani niko ha e,
Aisykaru, jekutu  yma, okuera vê yva
Yvyra akua português mba e, há plomo aku españa reru
há karia ykuera pire moroti, ita yrakuera
omondoho va ekue teta guarani  rekoharory
Teta Guarani, yvy jara va ekue,
Ko aga oiko mamogotyorei, há e ndorekoi opyta hagua,
Oiko ka aguyre, tape rembe yre, ha kuarahy akure mante omaña.
Ysyry saka pira memeteva   imba e vaekue, tape potiete oguata hague,
Ñu ha ka aguy rovyu asy, ko aga oikopa  yvypero saka.
Vy apave  rendaguepe opyta ñeñapyti, há tukumbo hasyva,
Jê upyra  maymavagui, oiko py a nandi há jeiko asy,
 oikovesevero  ko yvy apere, eoñesuvaera, terá oñakaity,terá  ojepomoi.
Teta Guarani oimi haguepe, ko aga  omimbi oga poraita,
Ejesareko hape ,Koga henyhe, há e ndopavei,
Ko ava ogueru  teta guaranime  oheja hagua
Jahechava hina  ñembyahyi ,  teko asy , mba asy há jejuka. 
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"Co ivi oguereco Iara" – Cette terre a un maître !

Poème de Delasnieve Daspet


Oui, c’est vrai,
"Co ivi oguereco Iara" !
Cette terre a un maître, Messieurs !
Quand vous êtes arrivés, nous étions déjà là,
Nous étions une société d'égaux,
Une propriété collective, prenant soin des vieillards et des enfants,
Sur cette terre travaillait un peuple heureux !


Les Guaranis sont le symbole des ruines vivantes,
Des gens exclus, pauvres, oubliés, méprisés,
Qui luttent pour obtenir leur place au soleil,
Qui luttent pour retrouver leur terre usurpée,
Qui luttent pour qu’on leur reconnaisse le statut d’êtres humains,
Qui cherchent un emploi convenable, une vieillesse décente, une enfance respectée
Qui luttent pour se voir reconnaître leur dignité.
 

C'est une blessure, une cicatrice ancienne, jamais soignée !
La lance portugaise, le pistolet espagnol et l’homme blanc,
Héritiers des conquistadors,
Ont interrompu le développement de ce peuple
Qui vit dans des bidonvilles, des champs,
Des fermes, des forêts, dans les chaînes,
Dans les rues, sous les ponts, dans des villages, sous des tentes de toile noire,
Au bord des rivières et des routes.

Là où il y avait la paix prospère maintenant le gros propriétaire,  
À la place du bonheur, l'esclavage et l'exploitation,
La faim et la misère en guise de pain,  
En lieu et place de la dignité, l'humiliation de mendier des faveurs
Pour simplement survivre.


Sur les dépouilles des Guaranis se sont installées des friches
Et des grandes exploitations
Qui ont fait croître l’injustice,
L'inégalité, les douleurs et la mort…
Valeurs qui règnent jusqu'à ce jour !


Il y a 250 ans ont commencé les massacres,
Le premier à tomber fut le Guarani Tiaraju Sepe ...
Beaucoup d'autres sont tombés ensuite,
Ici, dans le Mato Grosso do Sul nous nous rappelons
Marçal de Souza - Tupa-I, Ortiz Lopes, 
Xurete Lopes, les professeurs Rolindo et Jenivaldo,
Et maintenant Nísio Gomes Kaiowa  Guarani !

Pachamama est imbibée du sang des Guaranis.
On a tué un lutteur souriant, mais on n’a pas tué la lutte,
L'esprit de nombreux chefs guaranis continue à parcourir l'Amérique,
Le corps parfois chancelant, mais le regard ferme et droit,
Fixant à l’horizon la terre sans maux,
Où ils pourront manifester leur identité et leur culture.

Que le cri de Nisio Gomes résonne à l’unisson avec le chœur de tant d’autres guerriers :

«  Non, ne quittez pas cet endroit !
Cultivez avec courage cette terre,
Cette terre est à nous,
Personne ne vous l’arrachera...
Prenez bien soin de ma petite-fille et de tous les enfants.
Je laisse cette terre entre tes mains Valmir,
Guaiviry est maintenant une terre indigène »,

« Co ivi oguereco Iara »,

Ainsi a  parlé Nhanderu Nisio Gomes,
À présent ces paroles résonnent dans le vent
Qui souffle sur les traces laissées par l’absence…

Campo Grande-MS, le 19 Novembre, 2011
Traduzido por Athanase Vantchev de Thracy e MArc Galan em 19-04-13  em Paris - França.